terça-feira, janeiro 10

20 ANOS DEDICADOS À CAUSA


Este ano comemoro 20 anos de carreira jornalistica. Não é grande coisa, eu sei... mas o ter chegado a este patamar, vem confirmar a minha divisa "para a frente com perserverança".No blog FOTOJORNALISMOS alojado em www.fotojornalismos.blogspot.com pediram-me que escrevesse umas linhas sobre a minha carreira, aqui está o que eu escrevi:

COMO CHEGUEI A FOTOJORNALISTA...e porque não abdico de escrever!

Desde miúdo, que os jornais me fascinam. Lembro-me de esperar o meu pai, quando ele vinha do trabalho, dar-lhe um beijo, agarrar-lhe na pasta e surripiar-lhe o Diário Popular, para ver as “gordas” primeiro do que ele. Habituei-me assim, quase sem saber a apreciar o grafismo de um vespertino, as fontes usadas na altura, as fotografias a preto e branco, as palavras cruzadas, os passatempos com diferenças, etc. e um sem número de coisas que anos mais tarde moldariam a minha personalidade ao ponto de nos anos 80 ter a minha primeira fanzine de música, a primeira no mercado português com fotos originais... as minhas fotos.Fazer uma fanzine naquela altura do campeonato dava um trabalho danado, mas como se costuma dizer “quem corre por gosto, não cansa”... os textos eram feitos numa máquina que imprimia em papel de fax, as letras maiores eram decalcadas... ainda guardo os originais... se bem que o papel de fax me tenha pregado uma partida... as letras desapareceram na sua maioria.Cheguei a fotocopiar 300 fanzines (com cerca de 20 páginas cada uma)... uma odisseia para a época. Não se ganhava dinheiro nenhum porque as fotocópias A3 eram caras, mas dava gozo mesmo assim.Em 1990 lembrei-me de enviar um curriculo para o Diário Popular e por incrivel que pareça convidaram-me a elaborar uma página inteira todas as semanas.Estive dois anos no DP e a vontade de ver a página impressa era tal que entregava os textos, as fotos e as capas dos discos à sexta feira e ao sábado ia ver a rotativa no Bairro Alto a imprimir... era uma satisfação ver o jornal ainda fresco na mão com a minha página.Depois estive na Rock Power, na Super Som, na Super Pop, até que cheguei ao jornal A Capital em 1995. Por esta altura o jornalismo e a fotografia ainda eram um trabalho extra, o emprego principal era numa fábrica.A página Hard’n’Heavy que saia no DP passou assim naturalmente para A Capital substituindo a Riffmania do Luis Sobral. Fiz ainda alguns trabalhos para o Blitz, e para magazines estrangeiras como a Heavy Rock (Espanha) e a Roadie Crew (Brasil). Mesmo antes do SE7E acabar publiquei uma reportagem sobre o festival Monsters of Rock nesse mítico jornal de cultura.Comecei também a escrever, porque sempre que levava fotos a algum lado perguntavam-me pela escrita... sem escrita não vendia as fotos e foi assim que passei a elaborar textos (com muitos pontapés na gramática, diga-se de passagem), cada vez maiores.Quando comecei a colaborar com a magazine de música Promúsica já escrevia com facilidade uns 2 ou 3 mil caracteres.O gosto pela escrita intensificou-se a ponto de fazer a cobertura de concertos e festivais com texto e foto. Era um dos poucos fotógrafos que escrevia e isso dáva-me (continua a dar) muito prazer! Tenho aqui de agradecer aos meus editores (e foram muitos) que sempre me ajudavam com a escrita.Fiz alguns festivais no estrangeiro, tive um programa de rádio na saudosa Super FM e dediquei-me a passar música como DJ, mais recentemente.Apesar de gostar muito dos concertos (o que me motivou a começar a carreira), também gosto muito de pegar na máquina fotográfica e sair para a rua à procura de uma boa história.O ano passado depois de estagiar como fotógrafo no jornal A Capital (foi um grande estágio) consegui a carteira profissional nº 10.823 e de seguida inscrevi-me no Sindicato dos Jornalistas onde tenho o nº de sócio 6.761.Sou fotojornalista!CM aka AM

PS O bilhete e o cartaz do primeiro SBSR era uma foto minha

Comments:
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Conheci esta cara, fiz uma pesquisa nos arquivos da minha memória e lá descobri de onde... de Paredes de Coura, pois claro, onde no Jazz na Relva estava um jornalista que parecia o Gandalf...
Sabem-me sempre bem os reencontros :)
Parabéns pelo percurso!
 
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